MY SHOULDERS` STORY

MY SHOULDERS` STORY

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    A primeira vez que eu tive que enfrentar os problemas com as articulações dos ombros aconteceu depois dos Jogos Olímpicos de Pequim. E não era nenhum tipo de lesão ou entorse, eu só perdi o tempo e não dei devida atenção ao fortalecimento dos músculos pequenos, aos ligamentos e à própria articulação quando era para dar.

    Eu estava realmente perdido e não conseguia compreender a causa dos meus problemas com os ombros, pois na época fazer Supino com Barra 170 kg de 3 repetições era moleza para mim. Além do mais, eu regularmente fazia mergulhos nas paralelas com o meu peso corporal e o peso adicional do cinto também.

    Eu não tive a dor aguda ou mobilidade prejudicada. Claro que eu senti uma dor leve e irritante dentro da articulação, mas eu dava um jeito de aguentá-la ao treinar, achando que era uma reação a carga pesada. Mas em algum momento percebi que, em certas posições, eu não conseguia nem segurar um copo de água ou colocar a minha bolsa esportiva no ombro. Foi uma sensação muito estranha, pois não havia uma dor mortal ... os músculos dos ombros simplesmente não queriam obedecer e se recusaram de manter posições muito simples. Além disso, comecei a ter problemas com o sono e sentir desconforto ao ficar deitado em qualquer posição - meus ombros não pararam de doer e eu acordava no meio da noite por causa da dor.

    Consequentemente, eu me dei mal - as lesões inflamatórias crônicas dos ligamentos e articulações dos ombros foram diagnosticadas. Os médicos me ameaçaram de tratamentos longos e pouco prováveis de terem sucesso.

    As soluções, muitas vezes, aparecem na vida do nada. Comigo não foi diferente: na academia onde eu treinava sempre havia um cinto de borracha, usado ocasionalmente pelos meus companheiros de equipe. Um dia, quando o ombro esquerdo estava doendo demais e  eu não conseguia nem sequer treinar, peguei essa borracha e percebi que mesmo com ela nem os movimentos mais simples eram indolores. Naquele momento eu lembrei que no verão que passamos com os juniores no mesmo campo de treinamento que os lutadores estavam, fizemos o treinamento matutino no estádio (correndo, acelerando, pulando), enquanto os lutadores treinavam muito com o cinto de borracha, fazendo movimentos variados com as mãos e o tronco, ou seja,  treinando com o cinto de borracha de formas mais diversas possíveis.

    Foi aí que eu decidi tentar fazer o mesmo. Após consultar o treinador de wrestling, comecei a treinar bem devagar e somente naqueles posições, nas quais eu não sentia a dor aguda ao me mover. Após 3 semanas, notei que meus ombros se tornaram mais móveis, enquanto a síndrome dolorosa diminuiu drasticamente. Fui aumentando a variedade dos exercícios (eu comecei a fazer, como dizem atualmente, um treinamento planar em 3D) e a quantidade de estática na fase final de movimentos para 4-6 em cada uma das repetições. Nunca treinei até não poder mais, mas sempre tentei alcançar a fadiga perceptível com o número de repetições de aproximadamente 20-30. E para minha surpresa e prazer, em 3 meses o meu problema sumiu e eu nem conseguia mais encontrar a posição em que sentiria desconforto nas articulações dos ombros.

    Treinar com borracha virou um hábito de treinamento para mim que permanece comigo até hoje. Além disso, tendo adquirido a experiência dos lutadores, eu treino dessa maneira não apenas os membros superiores, mas o Trapézio todo.

    Por que esta é uma decisão conveniente e correta para mim em particular? Eu passo muito tempo voando, às vezes as escalas entre os vôos podem demorar umas 4-6 horas. Como todos nós sabemos, os aeroportos não possuem academias, no entanto a borracha está sempre comigo na bolsa e eu posso treinar por uns 10-15 minutos. Aqueles que voam muito, vão entender de que eu estou falando, pois sabem que este mini-treinamento ajuda bastante.

    Eu acho que esta é uma forma perfeita de aquecimento pré-treino. A carga pode ser facilmente alterada para atender às suas necessidades. O mesmo se aplica ao seu pós-treino - o máximo de variação de movimento e facilidade de uso, onde quer que você esteja.

    Eu recomendo essa prática como um método de reabilitação, prevenção e fortalecimento dos músculos dos membros superiores e torso. Eu acredito que este tipo de treinamento em combinação com o alongamento é necessário para os atletas de CrossFit e halterofilistas de qualquer nível de preparação.

TRAIN TOGETHER – TRAIN RIGHT
TREINE JUNTO–TREINE CERTO

1 comment

  • Magali

    Muito bom artigo

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