BRAÇOS & ARRANCO

BRAÇOS & ARRANCO

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    Eu posso afirmar que os braços e o arranco é uma questão muito filosófica. Minha prática dos treinamentos de muitos anos demonstra que a maioria dos atletas é prejudicada com os braços fortes que impedem o progresso e, muitas vezes, dificultam a execução de exercício.

     É claro que o trabalho dos braços num arranco é uma coordenação complexa entre os ossos e os músculos sob carga pesada, incluindo a compressão. Existem escolas, métodos e sequências diferentes para os iniciantes aprenderem a técnica do arranco: alguns instrutores ensinam a saltar primeiro e prestar atenção ao algoritmo de extensão correto, enquanto os outros dominam completamente a progressão do ¨muscle snatch¨ e só depois adicionam elementos de salto e ¨power position¨. Cada uma dessas progressões tem o direito de existir.

     Chegando na academia para treinar, eu tenho visto os halterofilistas fisicamente resistentes que tentam executar quase 85% do ¨hip snatch¨. Eles acreditam e esperam que uma grande força acumulada vai ajudá-los no desempenho do arranco. Realmente, o ¨muscle snatch¨ é um exercício bom e necessário para os atletas de todos os níveis, mas você já parou para pensar sobre o propósito desse exercício?

    Na minha opinião, o principal objetivo da execução do ¨muscle snatch¨ é treinar o padrão do movimento dos braços e o tempo de trabalho dos músculos. Muitas vezes ouço os atletas dizerem que esse exercício permite um fortalecimento dos músculos dos braços, fortalece os ligamentos e as articulações, dá confiança ao fazer a fixação. Ele realmente pode deixar os braços muito fortes, mas, em compensação, isso pode torná-los lentos e entupidos, e todos nós sabemos quão importante é a velocidade dos braços no arranco.

    A questão é que no arranco o atleta nem executa o ¨muscle snatch¨ como um elemento do movimento. Na verdade, o jeito de mover os braços é bem parecido, mas ele não levanta a barra para cima e sim tenta passar por baixo dela o mais rápido possível. Nesta fase do movimento, o atleta usa os braços para providenciar uma trajetória mais próxima ao corpo.

    Muitas vezes os atletas jovens e inexperientes não compreendem a grande diferença entre a técnica do movimento e a força do movimento. Os recém-chegados, por exemplo, mesmo fazendo um aquecimento com um peso de 40-60%, fazem um esforço como se quisessem bater um recorde mundial, embora a lógica seja diferente: a habilidade do atleta consiste em fazer os esforços diferenciados.

    Não é nenhum segredo que a coordenação do arranco e a posição da fixação da barra acima da cabeça representam um grande problema para muitos atletas. Portanto, minha opinião é a seguinte: é preciso cuidar do dois - tanto dos braços, quanto dos ombros que necessitam de vários exercícios especiais. E não é para desenvolver uma "força ruim", mas para tornar a parte superior do corpo flexível e móvel, e as juntas e os ligamentos mais confiáveis e elásticos. Pois essas qualidades não vão somente melhorar a sua técnica, mas vão lhe protegerão dos ferimentos também  caso algo der errado.

      Dessa maneira, a tarefa principal dos braços e da toda parte superior é controlar e garantir a trajetória ideal do movimento da barra. Claro que o poder dos braços contribui para o arranco, mas somente em 20-30% e não em 85%.

     Meu treinador sempre me disse que um arranco era um salto, e o salto não é feito com os braços e sim com as PERNAS.


TRAIN TOGETHER - TRAIN RIGHT

TREINE JUNTO–TREINE CERTO


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